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VÉLLINHAS & VELHINHOS

Umas e Outros vivem a velhice de maneiras diferentes. Qualquer deles pode ser angelicaL,paciente,fonte de sabedoria ou verdadeiros mestres da intriga,a praga de qualquer nora ou genro, ou dos dois, o tsunami de qualquer família. Mas que dizer dos meio-vélhos ? Podem ser amigos, compreensivos, disporem do seu tempo ouvindo repetições da mesma história vezes sem conta.ou podem ser igualmente impacientes, mauzinhos ou pior ainda, ignorando-os, como se fossem, na melhor das hipóteses, flores que é preciso regar. Há cerca de ano e meio, encontro-me conscientemente na velhice. Podemos ter idade, mas não sermos velhos. Mas quando por esta razão ou outra razão deixamos de ser totalmente independentes, é a velhice que chegou, Precisamos muito ou pouco que nos prestem alguns cuidados e mesmo que estejamos na nossa casa,nunca mais seremos inteiramente nós. Afirmam os filósofos   enfaticamente – é a lei da vida;primeiro cuidamos dos filhos,depois eles cuidam de nós .É bonito de dizer,ma...

JE SUIS mARTINA...MAS

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  Não concordo em ridicularizar Crenças, Pessoas ou Costumes. Mas… Maomé não parece ter sido pessoa que mereça nobre veneração. Não por ter sido condutor de caravanas, mas porque mais do que Homem Santo, pregador  da Paz e da Justiça. Mas… se unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da  Pérsia  até à  Península Ibérica , deve ter feito isso por meios bem diferentes de palavras de Paz e Tolerância. Até compreendo que os muçulmanos fiquem chocados com os cartoons, porque também eu fiquei desagradada com uma Última Ceia de Cristo protagonizada por porcos, Mas daí a pegar numa arma e matar o escultor, ou prender um assistente dele e degolá-lo, vai uma grande diferença. Para mim, caricaturar os outros, só tem graça como sátiras sociais, escarnecendo acções e pessoas que o incomodam  nosso quotidiano .Exemplo: Estas, terão alguma graça?

FIM DUM ANO,INÍCIO DE OUTRO

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BAIRRO SOCIAL DE BELÉM NA JUDEIA   F im das Festas : Advento, Natal, Ano Novo, Dia dos Reis.  Nesta mudança de 2014 / 2015. Festas que eu agradeço de todo o coração aos meus filhos, nora, netos/as e acima de tudo aos bisnetos, àqueles três pequenos seres maravilhosos. Agradeço também as lembranças, que este ano foram exatamente como sempre desejei que fossem:quando o seu valor não estivesse no preço, mas na intenção de escolherem o que mais me agradaria: retratos, petiscos que sabem os “velhos” apreciam. E no meio das muitas prenda espalhadas pelo chão tive uma prendinha imaterial mas que me emocionou: ver ali à minha roda, quatro gerações, que decerto atravessaram momentos bons e maus, com tristezas e alegrias, com desavenças mas também momentos para recordar com amor. Mas o importante é que nos sentia felizes, divertidos com o Show que o Reuben apresentou muitíssimo bem e com o trabalho dos ‘artistas’ de to...

O MEU OCTAGÉSSIMO PRIMEIRO NATAL

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No primeiro domingo do Advento, começa na minha casa a Festa do Natal Durante estes 81 anos,o meu Natal passou por várias fases.Até aos quatro anos, o Natal era para mim, uma data inocentemente material. Eram as prendas que chegariam nessa noite, as filhoses, a espectativa de, ao abrir aporta da cozinha, conseguirmos ver o Pai Natal a subir pela chaminé Dos quatro aos sete ficou um pouco mais emotivo Aprendera entretanto a dar valor à FAMILIA, pois através da história que a Avó Maria nos contava sobre aquela família muito especial, sentia que era bom ver aqueles que preenchiam aminha vida reunidos à volta da mesa de Natal, Aos sete anos fui viver para Braga com os meus pais e lá, o Natal tornou-se uma coisa mágica. Era o nosso primeiro Natal sem a Familia e estávamos preparados para passa-lo sozinhos,quando recebemos um inesperado convite dum novo amigo do meu pai.Fora o primeiro comerciante que o meu pai conhecera e tinham-se tornado nossos amigos e guias naquela cidade tão difer...

OS MEUS FIEIS DEFUNTOS 2014

Passou mais um Dia de Finados, ou ‘Os meus Fieis Defuntos’ como diz a boa gente do norte. Gosto mais desta frase pois é nos meus mortos que penso neste dia especial. Não só nos que amei, como naqueles que repeli do meu coração, como até naqueles que não conheci. Como seriam os meus bisavós esse Manuel Francisco e a sua esposa Maria da Luz,pais do meu avô Joaquim Francisco, e o João Policarpo Faria e Francisca de Jesus, pais da minha avó Maria, tão distantes de mim, mas tão vivos na minha memória, graças à tia Adelina, mãe da Maria Olga, estar sempre a falar na diferença de carácter entre as bisavós Maria de Jesus e Francisca de Jesus. Enquanto a primeira era cordata, trabalhadeira amealhando para a casa,a pobre Francisca de Jesus era indolente, indiscreta fingindo maleitas para disfarçar a preguiça. Como a Tia Adelina não pode ter conhecido nenhuma delas, devia falar por tradição oral. Mais próximo da minha afeição e memória , estão a minha avó Maria a Chicha e a minha tia Palmir...

PARA ALÉM DA MORTE

Não há melhor ocasião para “filosofar” do que estar internada num hospital esperando uma cirurgia. Curioso é que quanto menos grave ela é mais nos apetece meditar. Quando grave, as pessoas dão prioridade ao que irá acontecer naquela sala asséptica e impessoal. Quando é de menor importância, dá tempo para meditar em muitas outras coisas, embora relacionadas com o acontecimento que aguardamos. Toda a gente me disse que é uma coisa muito simples, mas no silêncio dos meus pensamentos, admiti que a Velha Senhora poderia vesitar-me.Não que acredite muito, mas aceitando essa possibilidade repito a pregunta que tantas vezes faço a mim própria: que haverá para além da morte ? E o que é a morte? Materialmente é o processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida.   Que desaparecemos transformados em pó ou em cinzas é facto comprovado; mas custa-me a aceitar que num universo tão sabiamente construído onde o reino animal, vegetal e mineral é per...

OS POLITICOS AS ELEIÇÕES E OS ELEITORES

Ontem ouvi um comentador politico “pôr o dedo na ferida”  ao dizer  que a política é como um tabuleiro de xadrez. Não devemos olhar para as peças mas para as mãos que as movem. É uma verdade cínica mas real. Só nós os pobres simplórios que ainda acreditam na Democracia, na Liberdade, na diversidade dos Partidos Políticos, não a conseguem ver (também são poucos os que jogam xadrez)Mas há situações que todos percebem. Como creditar em democracia quando os “pagantes” são sempre os que menos têm? ‘Há razões para isso: são os mais fáceis de apanhar porque o patrão é o Governo, que tem a faca e o queijo na mão. Mesmo os chumbos do T.C não lhes faz abalo, porque se não for assim será de outra maneira e quem pagará serão os portugueses,excepto políticos que começaram a sua activdade de fraldas e milionário à prova de cortes Como acreditar em Liberdade? Alguma vez foi livre quem tem credores a exigir que sejamos cumpridores, dum acordo, feito em nome do Povo Português...