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O CASAMENTO

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Adicionar legenda Faz hoje 62 anos que, no Mosteiro da Batalha, eu e o meu marido demos o “sagrado nó”. Curiosamente, já muito avançada nos setenta eu julgo ter compreendido o que significa a palavra. Se quisesse representá-la materielmente,eu diria que é um armário com muitas gavetas no qual se vão acumulam o “Deve” e o “Haver “Não há casamentos perfeitos e, felizmente com muitas exceções, passado o encanto de estarem juntos mas separados, começa a rotina do dia-a-dia com problemas acrescidos. Um salamaleque a menos da parte dele, um subtil desmazelo da parte dela, a eterna discussão sobre a família de cada um, a repentina ambição dela de “fazer “carreira” a pouca ajuda dele nos trabalhos domésticos, os filhos, que dão despesa, trabalho e para os quais têm pouco tempo, o interesse que pode ser dos dois, noutra pessoa sempre gentil, sempre bonita/o e por fim a infidelidade. Estas são as coisas que podem ser metidas dentro das tais gavetas e, depois de feito o balanço, esquece...

PONTOS DE INTERROGAÇÃO

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Quantos seremos aqueles que na velhice temos a felicidade de viver em Paz com nós próprios, com a Família, com o Mundo? Porque depois dos oitenta é só o que desejamos: Viver em Paz. Acabaram-se os desejos de viagens, de cinemas, de concertos, de restaurantes, até as grandes festas familiares, se forem muitas, tornam-se pouco atraentes.Com   algumas excepções,depois dos 80 o corpo começa a sentir o peso da idade, das maluqueiras que cometeu, do pouco cuidado com a saúde, incluindo o famoso “5 minutos de prazer,5 quilos de mal fazer”. Quanto ao cérebro, mesmo poucos que sejam, também sofre danos, principalmente naqueles que não souberam usá-lo. QUERER não é PODER, mas muitos, antes de atingir essa fase etária onde não se volta para trás, conseguiram organizar a sus vida material de modo a poderem gozar uma relativa tranquilidade. Mas quanto ao nosso EU esse “eu” que António Dâmaso define a nossa consciência, como a organizámos? Teremos sido capazes de conservar amigos, poucos ma...

AVENTURAS DOS GARRAUS NO HOSPITAL

Nos dias 12/13,quase igualei a aventura hospitalar dos primos Ribatejanos.Tive que ir às urgências de S: Francisco Xavier, pomposamente levada na ambulância dos Bombeiros (com sirene e tudo) e graças a esse facto conduziram-me logo à triagem Eram 18 :45 Seguiu-se o interrogatório habitual e depois de ter sido presenteada como uma  pulseirinha verde(urgente mas não tropo)  á fiquei à espera, numa salinha aconchegada à qual chamei estacionamento das Cadeiras de Rodas, onde já se encontravam mais doentes, e os “acompanhantes” estes nas confortáveis d cadeiras do hospital. Depois de ter preguntado a um servente, perdão, a um auxiliar de acção médica, o que acontece a um doente sem acompanhante, esclareceu-me que esperavam que um dos tais auxiliares pudesse conduzi-lo, porque a macas tinham prioridade. Tratei de telefonar à Mizé, que estava na sala de espera comum, para vir para junto de mim, privando-a assim de continuar a fazer malha e dum interessante diálogo com um ciganito...

A IMPORTÂNCIA DO FACEBOOK

As minhas relações com o Facebook,começaram muito depois de eu usar e abusar d o computador. Repentinamente,tornou-se algo muito curioso, com tantas pessoas a dizer mal como a dizer bem. Para uns, era o melhor que havia, uma porta aberta para falarem não só com amigos e familiares, mas com todas as pessoas do mundo. Para outros, era uma fonte de todos os perigos, de espionagem da vida alheia, dos pedófilos/as, conquistarem adolescentes privadas de calor humano. Li tudo quanto podia sobre o assunto e depois de criar o meu “site” (?) comecei a passear pelo facebook para ler o que lá estava escrito. Umas coisas pareceram-me completamente idiotas, outras imprudentes e egocêntricas. Mas encontrei algumas muito agradáveis. Passei a ler mensagens de maior parte da minha família, principalmente dos meus netos /as de primos e primas e tudo isto sem maça-los com telefonemas e muito menos com visitas tantas vezes inoportunas, não por falta de amizade, mas porque os primos dos (enta+) finalmente...

FIM DE FESTA...2013

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Para mim , as festas têm um dom admirável. Tão bom é quando começam como quando acabam. Quando começam, principalmente o Natal, é uma delícia: ir buscar as caixas onde guardo os enfeites da casa, o presépio, as luzes, até a grande confusão em que fica a sala.  O Primeiro Domingo do Advento dá inicio às festividades meio cristãs meio celtas.É no Advento que reuno a família (a que está em Portugal) A consoada embora diferente, é muito adequada para os nossos 80 anos. Passou das 20:00 para a 13:00 e acabei com a tirania do bacalhau cozido “com todos” Cosolámo-nos  com belas línguas de bacalhau, couve portuguesa  e ovos. Tivemos uma ceia frugal e deitámo-nos quando nos apeteceu. A Passagem do Ano e Dia de Ano Novo a mesma agradável  rotina só animada pelo borrego assado, pela aletria e pelos sonhos(comestíveis e muito bons) Para ter esta comodidade perdi alguma coisa: o riso das crianças quando chega o Pai Natal a alegria do jantar em comum quando fazemos brindes a ...