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OS GARRAUS E O FACEBOOK

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Desde que temos o Facebook parece-me que o nosso blogue foi esquecido.Eu própria me penitencio disso-É mais fácil,demora menos tempo a por lá  um comentário  do que escrever qualquer acontecimento que tenha acontecido a um de nós. Também parece que não temos muito quer dizer. Há momentos que estamos tão aborrecidos com a nossa própria vida que apenas desejamos sossego e paz.Mas tenho tantas saudades dos nossos almoços com as suas palhaçadas que nos divertiam  e juntavam em amenas cavaqueiras!  A  verdade é que passaram sete anos.E sete anos para aqueles que preparavam as reuniões, as sessões da confraria,é muito, mesmo se nos convencermos que vivemos num mundo novo.Será melhor,será pior que aquele em que vivemos no passado?Não sei.Continuo convencida que o bem,o belo, a alegria,a família, os amigos,está na maneira como gerimos esses sentimentos. Mas é mais fácil pensar do que fazer .Não é a ideia da MORTE que me assusta,mas é partir sem deixar nada de mim,...

RECORDAÇÕES DUMA BISAVÓ ENQUANTO JOVEM

Quando falo da minha juventude,parece-me que está acontecer neste momento, e  esqueço-meque Braga, há sessenta anos, a mais conservadora e burguesa cidade do Minho, nada deve ter de semelhante à cidade de hoje. Mas fui tão feliz durante esses anos, que continuo a pensar que tive uma mocidade muito mais feliz do que os jovens do seculo XXI, incutindo os meus netos.  Chegado o grotesco carnal dos nossos dias (na generalidade, porque acredito que ainda há pessoas e locais onde o Carnaval é apenas tempo de divertimento e de graça e não de caricaturas grosseira e de pobres moças tremendo de frio) relembro com saudade o Carnaval da minha juventude.  Ele era dividido em três “actos”:o Carnaval dos aristocratas que davam bailes em suas casas, por vezes com bastante sacrifício pois a nobreza era maior que as posses,o  Carnaval dos burgueses, e o Carnaval do povo.Os meus pais e os amigos estavam situados na...
JANEIRO 2013

museu do oriente

ANIVERSÁRIOS 2012 PARTE I

RÉQUIEM POR UMA AMIGA

2013 para mim entrou muito mal. Perdi uma amiga de muitos anos, mais de quarenta, e como sempre pensei, triste não é a velhice: triste é vermos partir os amigos. É verdade que a Odete Pacheco sofria da doença de Parkinson e nada tinha que ver com aquele mulher, mais rapariga que mulher, pela sua alegria, sempre pronta a ajudar, sempre bem-disposta, fingindo muitas vezes não ver os defeitos dos outros, com quem convivi sempre sem arrufos ou hipocrisias. Ela e o marido faziam parte daquela série de casais amigos. a quem eu por brincadeira chamava o Grupo da Maresia, pelos nossos maridos terem partilhado juntos a vida do Mar. Curiosamente neste ultimo ano, vendo-a perder dia para dia as suas faculdades mentais, cada vez movendo-se com tanta dificuldade que acabou quase sempre usando a cadeira de rodas, falando de tal modo atabalhoadamente que nem eu nem o marido a compreendíamos, numa ansia de comunicação que ignorávamos até que ponto ela percebia a nossa incompreensão, muitas vezes afli...

O ULTIMO NATAL DEZEMBRO 24 2012

  Dizer o ultim0 Natal, de certa maneira é um exagero, mas também uma verdade. Natal é quando uma família se reúne a uma grande ou pequena mesa, mas todos juntos, todos colaborando, onde crianças agitadas correm algumas ainda confiando no Pai Natal, outras mesmo sabendo que ele não existe, tal como nós adultos, nunca deixam morrer o sonho. Mas, sem darmos por isso, ele começa a desaparecer muitos anos antes de nós próprios nos apercebermos. Primeiro, os filhos casam e têm que repartir-se em duas famílias. A nossa teve a sorte de todos se entenderem muito bem e a Consoada passou a ser em casa do meu filho, em Oleiros, onde tudo era grande: uma grande sala, uma lareira onde ardiam grossos toros de carvalho e azinho, uma mesa que teve várias versões mas onde cabiam, bem instalados quase 20 pessoas. Havia crianças o David e a Maria e adolescentes a Marta a  a Sara e o André. Havia gente “madura “ os avós e como entretanto as crianças cresciam, os avós transformaram-se em...