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os trabalhadores

ESSE ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Não, não estou a referir-me ao romance de Aldous Huxley, que nos transpõe a uma época em que todos seremos “ precondicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas . A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade actual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos eram dissipadas com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe. “ (resumo do autor) mas sim a esse admirável Mundo Novo onde os nossos filhos quando tiverem a nossa idade, terão que conviver com os filhos deles na” Idade dos Iões” quarentões, cinquentões, sessentõis. Terão uma vantagem sobre nós. Como já foram educados numa época abalada por uma guerra que modificou todos as convenções, economicame...

CARTA A PEDRITO

Desta vez, embora continue a ser o meu 1º ministro,dirigo-me a um rapazola que podia ser o meu filho mais novo. O que seria uma infelicidade para mim que nunca suportei pessoas teimosas que se julgam iluminadas. Mas também o seria para si, que em face de tanta arrogância e presunção, já estaria há uma semana sem ver televisão e teria que ajudar a lavar a loiça do jantar. E se continuasse a proceder sem senso e a tratar as pessoas como números (tantos desempregados, cinco ou seis impostos a mais, dar ordens para despachar os doentes sem esperança de cura, dar-me-ão mais tantos milhões ou biliões (andamos tantos confusos que já nem sabemos bem o que significam) aí certamente ficaria sem mesada. O que nunca lhe virá a acontecera si. E já agora, peça a um astrónomo que lhe explique como funciona esse descomunal buraco negro que nos rodeia. Porque todos nós (Zé Povinho) queremos saber para onde vão todos esses milhões que nos tiram das algibeiras. E outra coisa: se o senhor fosse o Pe...

EM 1871 JÁ ERA ASSIM.COM UM POUCO MAIS DE VERGONHA PENSO EU

Ao reler as “Farpas” (Eça   e Ramalho) encontrei um excerto muito aplicável   ao momento em que vivemos. “As Farpas   1871” Há muitos anos a política em Portugal apresenta este singular estado: Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, numa explosão de risadas. Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os que lá não estão - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país, e outras injúrias pequenas, mais particularmente dirigidas aos seus caracteres e às suas famílias. Os outros, os que não estão no poder são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do país e da...

OUTONO

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FRAGMENTOS DA VIDA FAMILIAR

De vez em quando recordamos qualquer coisa da vida da família   e parece-me quase um dever partilha-lo com os outros.  TUDO e TODOS   têm um fim, mas isso não quer dizer que as histórias das gerações que nos precederam devam ser esquecidas. Há os que não se interessam nem contribuem com recordações do passado. Mas há muitos a quem eu chamo Garraus Ativos, que fazem tudo para que os nossos filhos, netos e bisnetos, saibam que tiveram uma família, o local onde nasceram, os nossos avós, os seus costumes e tradições como partilharam  com outras famílias laços que enriqueceram o nosso património genético. E, o melhor de tudo, é que nós, os que o fazemos, divertimo-nos, aprofundamos amizades, damos ocupação ao espírito e honramos os nossos avós   Esta introdução explica mais um bocadinho da nossa história que muitos desconhecem. Quando tinha sete anos. partimos para Braga e o meu sentimento   com essa mudança de situação foi de receio. Não podia imag...

CARTA ABERTA AO 1ºMINISTRO

Paço de Arcos 9 de Setembro de 2012 Não lhe chamo Amigo, porque não faz arte das minhas amizades, O senhor é o meu 1ªministro,que escolhi, no qual votei cheia de esperança. Embora o achasse jovem para Homem de Estado, pensei que vindo dos laranjinhas já tivesse capacidade para ser político. Chamar-lhe caro só referindo-me a quanto me sai caro na mudança de estilo de vida que me obriga a fazer. E sou uma privilegiada porque sou velha, tenho casa própria (minha e não dos bancos) não devo nada a ninguém e os meus filhos não precisam de ajuda financeira. Mas o que me irrita é o desaforo dos discursos que parecem feitos para atrasados mentais é o descaramento das razões evocadas para a carga que nos impõe, é o passar em claro o que podia fazer cortando os tentáculos desse polvo gigantesco que é um governo, com todas as benesses concedidas aos seus membros, com todas as suas parcerias, carros motoristas assessores etc. Eu sei que será é difícil fazer tal coisa. Acompanhando o polvo l...