Mensagens

OS EMAILS DOS GARRAUS

Confesso que fiquei admirada e depois deslumbrada com os email recebidos aprovando as sugestões propostas pelos habituais e eternos promotores dos Almoços Convívios e de outras actividades respeitantes à Família Garrau.Nunca, logo a seguir a uma alusão a qualquer evento a efectuar, os ditos email tinham sido tão entusiásticos e tão prestos! E eu a pensar que maior parte da Garrauzada não lia os parabéns enviados (e com muito gosto) a todos eles! Afinal parece que são atentamente lidos, Isso dá-me animo para continuar sem perguntar a mim mesma,como algumas vezes faço, se não serei uma grandessíssima" chata" .Quanto às propostas, como sou democrata votarei com a maioria (no próximo Almoço a realizar na Primavera) embora preferisse leitão. Sobre ao dinheiro da Burra estou 100% de acordo com a Lidia. Um passeio agradável, onde possamos estar reunidos sem o pensamento de e quando se come. E sem nos apressarmos a partir para outros destinos porque como vamos todos no mesmo auto...

ONDE ESTÁ O MEU TERCEIRO NATAL?

Imagem
É curioso como quando temos insónias vêem à memória os mais diversos pensamentos. E como estamos a chegar ao Natal, as minhas reflexões voavam para os locais onde passei os Natais da minha infância, juventude, mãe de família, avó e bisavó. E de súbito notei que havia um certo vazio nos Natais que eu recordava: em casa do tio Henrique com parte dos filhos reunidos em torno da avó Maria a viver em Cristóvão; em Braga com a família toda junta; em casa do tio Humberto quando a avó Maria regressou a Lisboa. Onde se enquadrava o meu terceiro Natal? Ser idoso não tem só desvantagens. Pelo contrário, a memória afina e rapidamente faz uma busca nos mais ocultos lugares da mente. Lembrava-me de nos reunimos pela primeira vez depois da morte do Avô Ferreira, em casa do tio Henrique teria eu quatro ou cinco anos. Os acontecimentos apareciam tão vivos na minha memória que os recordava como se estivesse a reviver aqueles momentos: a avó Maria a fazer as filhoses, eu e Fernanda a brincarmos ...

ATENÇÃO DONAS E DONOS DE CASA

Devemos ser cuidadosos ao aspirar as nossas casas. Se usarmos o aspirador energicamente talvez tenhamos a surpresa de encontrar um buraco por baixo. Quem fez o buraco? A Formiga carpinteira cujo principal divertimento e devorar madeira, casas incluídas? O vizinho debaixo ao tentar suspender um lustre furou um pouco mais fundo? O construtor do edifício que para poupar uns (milhares) de euros aldrabou nos materiais? Duma coisa podemos ter a certeza: quem vai pagar o conserto seremos nós. Mas há outra coisa que me intriga. Para onde foi a serradura , o pilim , o vil metal todos esses calões que querem sempre dizer o mesmo; dinheiro. Onde estão os responsáveis, por esse COLOSSAL orifício por onde desapareceram milhões? Em Angola, apreciando o clima? Em Cabo Verde banhando-se nas mansas ondas? Como bons fregueses, contando com o Continente? O que é certo, mas não justo, é que não vamos pagar todos por igual. Que diferença faz a quem ganha milhares ficar sem subsídio de Natal ou sem sub...

AS TOUPEIRAS DE MAXIMINOS

Imagem
Enquanto vivi na Quinta de Maximinos, em Braga, ocupava os meus ócios passeando entre as Laranjeiras e lendo Cesário Verde à sombra duma macieira. Sentia-me uma das heroínas de Júlio Dinis e até a casa parecia-me semelhante às casas minhotas descritas pelo autor. Mas a quinta além das flores e do seu ar campestre tinha toupeiras, que desesperavam o caseiro pois não havia campo de milho cujas raízes escapassem à sua voracidade Na verdade, eram tantas que caíam f acilmente nas armadilhas e chegaram para dois casacos de peles que a Manela e a Malena usavam com muito orgulho. Eram lindos, dum cinzento azulado e brilhante e o especialista que tratava das peles deixava-as impecáveis.A seguir o Mestre Peleiro cosia-as tão habilmente que mais parecia uma só pele com desenhos naturais. Mas de facto as toupeiras eram demais e descaradas, fazendo enormes buracos no terreno onde se não tivéssemos cuidado, metíamos o pé e era trambolhão pela certa Pensando nas toupeiras, ocorreu-me...