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MANIFESTO AOS Indolentes,aos Derrotistas,aos Incívicos

Recebi hoje um e-mail, daqueles que se enviam aos amigos e conhecidos, pedindo-lhes para o fazerem circular, que me tirou do sério.O titulo era: Votar para quê?Um apelo à inteligência dos Portugueses Se eu tivesse o dom da minha avó Maria,arranjava uma parábola deste género Se um cão estiver a roer um osso sozinho, come vagarosamente, saboreia tudo o que o osso tem de comestível enquanto as pobres formigas que estão esperando os restos, nunca mais comem nada. Se forem três cães a comer o mesmo osso, enquanto bulham não comem, e se um tentar comer mais que os outros, os dois rosnam, e enquanto rosnam, também não comem. E nessa pausa, talvez as formigas possam comer um pouco . Votar é ao mesmo tempo, um direito e um dever.Osportugueses têm que começar a compreender que, se querem ter direitos, têm deveres a cumprir. Não podemos culpar os governantes que temos, porque foram eleitos por uma parte dos cidadãos, enquanto a outra parte ficava, em casa não votando; ou por preguiça ou p...

Eles dizem tudo, Eles dizem tudo E não fazem nada

Que gente é esta que elegemos para nos governar? Que políticos são estes em quem t eremos que votar? O sábio da Grécia diz e desdiz com o à-vontade de um habitué. Vem o outro, e afinal a conversa que não tinha havido, sempre houve. Um terceiro, faz como Pilatos, manda buscar a bacia e lava as mãos. Há ainda outro que jura que é independente, avesso a partidarites mas aceita deleitado o fofo cadeirão da Assembleia Nacional, proposto por um partido. Que homens são estes, que num momento de tão graves consequências para tantos portugueses, perante uma tribulação para a qual eles próprios contribuíram, oferecem o triste espectáculo de duas regateiras em praça publica? Que pais de família, com visitas em casa, visitas que vêm ver como é que a família procede, andam num agora acusas tu,ora agora acuso eu? Eu sei que nós portugueses somos uns tristes, pensando, embezerrados: os ricos que paguem a crise, os outros que trabalhem que eu já trabalhei muito, se os outros têm telem...

BCE FMI CE

Se alguém que viesse pedir-me dinheiro, muito dinheiro sabendo eu que a situação do meu devedor devia-se a má gestão dos pais e ao esbanjamento dos filhos, tivesse o atrevimento de impor-me condições, podia tomar duas atitudes. Se fosse complacente ria-me e respondia-lhe:”ora tenha juízo”.Se fosse um frio economista, mandatário dos financiadores pegava na minha pasta de negociador, e dizia-lhe à boa maneira portuguesa:-“ora vá dar uma volta” Na situação em que Portugal se encontra,as culpas não podem morrer solteiras. Foi o Governo que governou mal foram os partidos da oposição que não souberam fazer uma oposição consciente, foi o Presidente da Republica que não soube usar as suas atribuições, não serve. O governo, governou num primeiro mandato,eleito por uma larga maioria de cidadãos. Mas no segundo? Os erros já não estavam à vista? Já não se ouviam vozes criticando e discordando? E aqueles cidadãos que acharam mais cómodo não irem votar, ou votaram branco pretendo encarna...

SE EU MANDASSE

Se eu mandasse, decretava que o 1º de Abril, dia das mentiras, passaria a ser o dia das Verdades. O Dia em que toda a gente falaria com sinceridade e os que fossem mentirosos contumazes, seriam, obrigados a estar calados. Porque Mentir, é o que fazemos todos os dias do ano: mentiras malévolas, piedosas, mentiras que tantas que tantas vezes repetias descaradamente, até parecem verdades. A mentira tornou-se de tal forma um hábito, que o cidadão, quando começa a ouvir a falação dos nossos políticos, pensa logo:- lá vêm estes endrominar-nos . Mentem-nos os” Apregoadores de Banha da Cobra” do século XXI”, nos telefonemas oferecendo magnificos serviços dos Bancos Nacionais e Estrangeiros, das Televisões por cabo e satélite, os que nos propõem telemóveis mágicos que só lhes falta raciocinarem por nós. E oferecem-nos tantas regalias que quase nos sentimos obrigados a agradecer . Mas o pior é quando mentimos a nós próprios, atirando as culpas da situação catastrófica em que nos encont...

O DIA DE CASAMENTO

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No dia 1 de Março, fiz 59 anos de casada.Normalmente,este primeiro dia é recordado como um talismã, algo que perdurará na nossa memória como um açafate de flores raras. Há muitos anos que deixei de me lembrar do dia do meu casamento, como uma data de felizes recordações. Mesmo que o casamento seja uma lua-de-mel perpétua," até que a morte nos separe", para a noiva o tal dia é sempre uma estopada A noite que o antecede é atafulhada de preocupações: se o vestido não assenta bem; se o noivo chega atrasado; se ele própria vai atrasar-se (o carro pode ter um furo); se o padre morre; se ela estiver agoniada; se tropeça no vestido; se as meninas do véu o puxam e ele cai. Quando finalmente consegue adormecer logo toca o despertador para as abluções matinais. Aí entram as pessoas com sábios conselhos: come muito bem, para não te sentir fraca durante a cerimónia; não comas muito, podes sentir-te mal. Em seguida, a primeira parte da virginal toilette, que, no meu tempo, e...

SENTIMENTALISMOS

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Tenho que concordar que estou a ficar velha. Velha sim e não idosa, que os velhos é que são piegas e saudosistas. Porque penso assim? Quando escrevo uma introdução a um comentário no Blogue da Família, tanto os Decanos, como eu, e até como até os menos jovens( os meus filhos à parte porque esses são enxertados na boa cepa celta de Penafiel) ficamos com lágrima no olho por recordações simples. Mas talvez não estejamos a ficar mais velhos, mas mais sensatos. As recordações do passado que nos comovem significam que agora, damos o verdadeiro valor às coisas que preencheram as nossas vidas e que quando mais jovens, pareciam não ter tanta importância. Voltar a passar o Natal com a Malena, recordou-me tanta coisa! As casas onde me senti feliz;a casa dela, os alegres serões da escolha da Soja, os Natais, acima de tudo os Natais, quando eu e a minha prima Fernanda éramos tão inocentes, que uma vez (tínhamos 6 e sete anos) juramos ambas que tínhamos visto as calças do Pai Natal a des...