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11 DE SETEMBRO

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Todos temos a nossa história, embora maior parte das vezes não lhe conferimos a importância devida; ou passamos a vida a lamentar-nos do que ela nos reservou, ou andamos tão ocupados que nem dá tempo para reflectirmos no que nos acontece e muito menos para escrever sobre o que nos acontece, ou somos seres cujo espírito, pensamento, alma ou o que lhe queiramos chamar, é como a semente que deitada à terra, secou, encolheu e servirá de adubo, porque na natureza nada se perde. Mas existem boas razões para escrevermos sobre ela. A primeira, é porque por muito narcisistas que sejamos, não falaremos só de nós. A nós está profundamente ligada a Família. Estou a falar, é claro, de gente normal. Má ou Boa, chegada a nós ou afastada, simpáticos ou indesejáveis, nascemos dentro dum clã e não conseguíramos afastar-nos dele. Mas normalmente, a família com as suas turras, destemperos ou simplesmente amuos, envolve-nos e gostamos dela. E como tal, falamos das pessoas, dos mortos e dos ...

EM DEFESA DA VELHICE

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Resolvi meditar sobre a VELHICE, não sobre os que a enfrentam, mas sobre a VELHICE em si, essa época da vida que todos alcançaremos, a não ser que um acontecimento inesperado o impeça. Mas o que é a velhice e quando chega? Envelhecemos quando deixamos de nos interessar pelo que nos rodeia, quando achamos inútil aprender algo de novo, quando nos cansamos de nós próprios. Quando chega? Para alguns, nunca, como para aquela simpática senhora que, com perto de noventa anos, para além das outras aulas que frequenta, foi aprender inglês para se entender com o computador . Para outros nunca. Nasceram velhos, azedos, insatisfeitos Desde que tenham mais de 50 anos, o tópico das conversas de maior parte das pessoas é sempre o relato dos seus inúmeros padecimentos. Num café, num comboio num Centro Comercial, e especialmente num Centro de Saúde, se escutarmos com atenção, o que ouvimos é um extenso rol de enfermidades, desgostos e malfeitoria com que a vida os brindou. Os meus 76 anos ...

O PEDIDO DE CASAMENTO

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A minha amiga … Passarei a usar um A grande quando falar daquelas Amigas do Coração, ; usarei o a pequeno para as outras, com quem conversar é um prazer, com quem tenho grande afinidade de opiniões, cuja vida com os seus momentos felizes, desgostos e o dia a dia, é muito semelhante à minha. mas que não são aquelas amigas mais que irmãs,sempre presentes quando preciso delas. Continuemos :   A minha amiga chegou junto de mim radiante, com um pacote de fotografias na mão. Dias antes tinha sido o pedido de casamento da neta mais nova e ela estava ansiosa por falar-me dele: - Um Pedido de Casamento à moda antiga, quase como o nosso! Restrito, como deve ser, apenas com a família mais chegada dos noivos. A grande festa com muitas pessoas, deve ser reservada para a cerimónia. E lá estavam os retratos, mostrando os noivos alegres e felizes, rodeados pelos pais de ambos, cujos rostos descontraídos e sorridentes, provavam que o casamento era do agrado das duas família...

"MENSÁRIO" DO BENJAMIM

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No mês de Junho continua a nascer dentes a mim No mês de Junho quero agarrar tudo No mês de Junho tentei erguer-me nas pernocas (Céus!Como é difícil!). Não sou esquisito gosto de comer tudo o que é bom. Não gosto da relva. não é macia e pica-me NO MÊS DE JUNHO FIZ UM ANO! Veio a Família desejar-me tudo de Bom. De Portugal veio a avó Mizé e a Bisa-Lurdes para a minha festa. Tive um bolo, presentes e amigos No último dia de Junho chegámos a Portugal para as férias de verão. A esperar-ME, estavam a avó Mizé e os Bisas Nando e Mimi. Não faltaram os elogios a meu respeito, mas já estou habituado a isso. Parece que gostam do meu nome, porque só ouvia: -Benjamim! Benjamim! Como ainda não sei falar bem, sorri. Então foi o delírio. Esta gente crescida tem atitudes muito estranhas, ou então é a maneira de mostrarem que gostam de mim. Fiquei muito orgulhoso da forma como o meu Pai, resolveu o problema da bicicleta: Quando viram a embalagem (era bem grandinha!) foram só complicações. Mas o Papá ...

INVESTIMENTO

O texto em baixo,ficará colocado "fora do tempo"Deveria anteceder o "Mais Videos",mas não sei porquê, desapareceu do blogue.Como será necessário para se entender melhor o outro, ficará aqui INVESTIMENTO Uma amiga, daquelas que são mais que irmãs, ao ver-me tão entusiasmada com a minha nova ocupação, disse-me, meio a brincar: estás a investir na tua velhice. Embora ao princípio não atentasse bem na realidade da frase, compreendi depois como era verdadeira.   A minha tarefa actual é, em colaboração com a Marjan passar das velhas cassetes VCD para DVD os filmes muito antigos, que conservamos na esperança de um dia ser mais prático visioná-los Maior parte deswsas cassetes,permaneceram mais de 20 anos em repouso Se ambas nos rimos com os vários episódios do casamento (rimos e recordamos, como se os vivêssemos novamente) o dos nossos”Grandes” em bebés, comoverem-nos. Eram tão pequenos, tão frágeis, tão queridos, nos seus passinhos caem/ não cai ! É certo qu...
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Em Julho, a Maria fez dezoito anos atingindo assim a maioridade. Houve o habitual Almoço de Família e aos brindes, além dos nossos desejos de Longa Vida, Saúde, Paz e muitos namorados, os primos alertaram-na para os DIREITOS que acabara de adquirir: votar, tirar a carta, etc etc. Ninguém, incluindo esta avó conceituosa, lhe lembrou os “DEVERES” que vêm sempre juntos com os Direitos. O 1º DEVER do HOMEM ( que aqui figura como representante da humanidade ) é tornar-se independente, material e mentalmente. E o Dever primordial para com os filhos é assegurar-lhes essa possibilidade, velando para que adquiram uma profissão, quer através do estudo, se tiverem vocação para isso, ou ocupação mais prática e mais a seu gosto. Se o TRABALHO dos Pais é conseguir os meios para proporcionar o bem-estar da família, o TRABALHO dos Filhos é estudar para adquirirem um modo de ganhar a vida que lhes garanta a tal independência que tanto anseiam. Já tenho ouvido alguns jovens arrogantes, ...

BENJAMIN...O PRIMEIRO ANO

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Parabéns Benjamim Pisco Wijnberg, pelo teu primeiro ano, durante o qual aprendeste a coordenar melhor os reflexos que possuías quando nasceste: a diferenciar os sons, a sorrir, agarrar com firmeza um objecto, a diferenciar as cores, a sentar-te dum modo firme, a engatinhar.Os teus dedinhos funcionam como pinças para pegares objectos pequenos, tentaste transformar os sons em palavras, és capaz de bater palmas, de reconheceres a voz da tua mãe, de fazer um largo sorriso quando o teu pai te acolhe nos seus braços.Nascerem-te dentes,sabes do que gostas de comer e ficas zangado quando o " petisco" não te agrada. Quanto esforço para os teus músculos, quanta aprendizagem para o teu cerebrozinho! Mesmo a “FAMELGA”, que te ama, saberá avaliar quanto foi exigido de ti? Que irás recordar deste primeiro ano? Conscientemente, nada. Mas vou tentar reconstrui- lo para que possas revivê-lo mais tarde Este 1º ano da tua vida, foi calmo, harmonioso, e creio que foste feliz tornan...