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PIQUENIQUE II

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Que mania tem a 3.ª Idade de não confiar na 2.ª e considerar a 1ª. como encantadores brinquedos ao seu dispor (estou a falar dos avós que são apenas avós, gozando todos os prazeres que as criancinhas proporcionam, sem o trabalho de as ir buscar à escola, levá-las à aula de musica ou ao ballet, tratar-lhes do almoço e aturá-los a tempo quase inteiro. Mas voltando ás relações entre a 3.ª e 2.ª idade, mesmo adorando os nossos descendentes, mesmo achando que eles são o máximo nas suas profissões, nas coisas práticas da vida desconfiamos sempre um bocadinho das suas capacidades. E eu não fujo à regra. Neste assunto do piquenique dos Garraus organizado pelos “juniores”, achava que não mandavam e-mails suficientemente esclarecedores, que não se preocupavam com o local e o boletim meteorológico, que as sardinhas e bifanas misturadas com o piquenique iriam desvirtuá-lo, que estavam a fazer tudo no ar, enfim, todas as parvoíces daqueles que julgam fazer as coisas melhor do que os outros. ...

O PIQUENIQUE

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Os Garraus, ilustres descendentes do meu avô paterno, vão ter o seu 1.º piquenique. Desta vez organizado por dois membros masculinos da família, o João, meu filho e o Pedro, filho da nossa actual decana, a Malena. A Merenda (como eu gosto de chamar ao inglês picnic) era para ser na Barragem dos Patudos, mas dado o tempo muito quente, será em casa do Pedro, e a ementa além de cada clã e levar comida para si (o que evitará termos centenas de pasteis de bacalhau, quilos de carapauzinhos fritos, montanhas de rissóis) terá em comum sardinhas assadas e febras de porco, o que o transformará num churrasco. Um churrasco, (hábito que os portugueses não cultivavam, a não se para assar sardinhas e bifanas num fogareiro de carvão) não tem nada a ver com um piquenique; como somos inovadores, talvez os Garraus vão criar o “churrasnique” e pode ser que tudo venha a correr da melhor maneira. Mas tenho saudades das tais merendas da minha adolescência, tal como elas decorriam nos aprazíveis loca...

A PREGUICA

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Embora a Bíblia não seja o meu “livro de cabeceira” é a ela que recorro, quando aquela avozinha não sonora mas insistente, me avisa que alguma coisa não está certa no meu procedimento. Como ela não se cala até que eu aceite a verdade dos factos, resta-me procurar as razões desse erro, muitas vezes ainda tentando encontrar motivos justificáveis para pensamentos ou acções. Esgotada essa safada tentativa, pego na Bíblia, normalmente no Livro dos Provérbios mas também no Evangelho segundo S. Mateus, onde as parábolas são uma fonte de ensinamentos. Desta vez, encontrei resposta e aviso na parábola das Dez Virgens, das quais cinco eram prudentes e cinco eram loucas. As prudentes, cuidaram de estar cuidadosamente preparadas para a chegada do Esposo. As loucas nem pensaram nisso. E o resultado está claro para quem ler a parábola No meu caso, o esposo pode ser a morte ou uma ocorrência que me deixe física ou mentalmente incapacitada. Não é que a minha vida seja de tal relevante, que mer...

MAIS VIDEOS

Na última prosa, a propósito dos vídeos que estou a mudar de cassetes antigas para DVD falei de amigos, daqueles que nos oferecem consolação quando algo nos aflige, auxílio material sem que lho peçamos, que nos advertem com amizade se vêm que erramos. Falei deles com alegria pelos momentos bons que vivemos juntos mas também com mágoa por ter perdido alguns. Na série em que estou agora a trabalhar, vídeos feitos pela Marjan e por mim, sobre a Família e muito em especial sobre os netos fazem-me pensar a trilogia escrita por alguém:”Momentos felizes louvem a Deus. Momentos difíceis, busquem a Deus. Momentos silenciosos adorem a Deus” Tenho cinco netos saudáveis, escorreitos, alegres, direi que felizes. Os dois mais novos, foram crianças que cresceram sem chorar a não ser por motivos aceitáveis: ou porque caíam e se magoavam, ou porque estavam com sono e fora do seu ambiente habitual, ou quando estavam doentes o que raramente aconteceu. Mas há uma coisa, além das suas graças que ent...

A VERDADEIRA TRISTEZA

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A verdadeira tristeza do envelhecer, não está nos anos que nos vão aproximando do fim, não está na distância que vamos sentindo entre nós, os filhos, e os netos, apesar da amizade que sintamos uns pelos outros; na amargura de partirmos sem ver crescer os bisnetos. Não está sequer nos achaques próprios da velhice, que por vezes nos incomodam. A verdadeira tristeza está nos amigos que vamos perdendo. E quando falo em amigos, falo em pessoas que foram nossos companheiros de uma vida, amigos de infância, amigos que o casamento nos trouxe, amigos que fizemos em circunstancias felizes e mantivemos. Vem isto a propósito da minha ocupação actual: passar de velhas cassetes de filmes que fiz há muitos anos, (viagens, férias, natais, aniversários de filhos e netos, casamentos de familiares e amigos) para DVD, onde esses momentos felizes (porque ninguém pensa em filmar ocasiões menos afortunadas) ficarão melhor preservados. E nesses filmes, além de me divertir com os netos, quando eram ...

"AS ACADÉMICAS"

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Dia 19 entrámos de férias da Páscoa. Despedimo-nos de professores e colegas, com um pouco de saudade daquelas aulas, mais" conversas em família “ do que aulas. Sentimento que os nossos colegas do secundário decerto não partilham. Mas nós temos as aulas porque queremos e as que queremos ,e a maturidade suficiente para compreender como elas enriquecem a nossa mente, dão qualquer coisa de diferente aos nossos dias. O encanto das aulas, está nos Professores, que além de serem excelentes nas matérias que ensinam (não posso deixar de sorrir ao pensar no que diria a Paula, cujas aulas têm o nome de “Viagens pelas palavras”mas que são aulas fabulosas de etimologia de sintaxe e filologia., ao ler o português deste blogue ) são PESSOAS com P grande. Mas está igualmente no convívio entre alunas e mestres,porque nesse convívio impera a cortesia Ninguém está ali para provar que é melhor,que sabe mais, para impor as suas opiniões. Damos as nossas, escutamos as dos outros discutimos até...

NO COMmENTS

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Assunto a ) Um bebé de 19 meses, caiu duma janela ou varanda, dum quinto andar. Não morreu ainda mas está em estado de coma. Um pai deixou o filho, outro bebé, dentro dum carro.Esqueceu-se dele, e o bebé morreu. Outros pais, enquanto tratavam de alguns afazeres dentro de casa, deixaram os filhos, um com nove anos, outro com quatro, dentro dum carro, junto duma ravina. O carro destravou-se ou um dos miúdos destravou-o e lá foram os dois, ravina abaixo. Estão muito mal no hospital. Um adulto brincava com cinco crianças á beira-mar, veio uma onda, ele salvou duas mas a outra desapareceu. Andam à procura do corpo. Um bebé de dois anos, morreu numa piscina num, A.T.L . Assunto b) Numa reunião de Pais, uma questões discutidas foi o alargamento do periodo escolar. Havia mesmo quem sugerisse que esse periodo deveria ser de 12 horas Ora os pediatras, que devem ser tão sábios com os pais que querem os filhos na escola o mais tempo possível, afirmam que as crianças devem dormir, no...