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Na última prosa, a propósito dos vídeos que estou a mudar de cassetes antigas para DVD falei de amigos, daqueles que nos oferecem consolação quando algo nos aflige, auxílio material sem que lho peçamos, que nos advertem com amizade se vêm que erramos. Falei deles com alegria pelos momentos bons que vivemos juntos mas também com mágoa por ter perdido alguns. Na série em que estou agora a trabalhar, vídeos feitos pela Marjan e por mim, sobre a Família e muito em especial sobre os netos fazem-me pensar a trilogia escrita por alguém:”Momentos felizes louvem a Deus. Momentos difíceis, busquem a Deus. Momentos silenciosos adorem a Deus” Tenho cinco netos saudáveis, escorreitos, alegres, direi que felizes. Os dois mais novos, foram crianças que cresceram sem chorar a não ser por motivos aceitáveis: ou porque caíam e se magoavam, ou porque estavam com sono e fora do seu ambiente habitual, ou quando estavam doentes o que raramente aconteceu. Mas há uma coisa, além das suas graças que ent...

A VERDADEIRA TRISTEZA

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A verdadeira tristeza do envelhecer, não está nos anos que nos vão aproximando do fim, não está na distância que vamos sentindo entre nós, os filhos, e os netos, apesar da amizade que sintamos uns pelos outros; na amargura de partirmos sem ver crescer os bisnetos. Não está sequer nos achaques próprios da velhice, que por vezes nos incomodam. A verdadeira tristeza está nos amigos que vamos perdendo. E quando falo em amigos, falo em pessoas que foram nossos companheiros de uma vida, amigos de infância, amigos que o casamento nos trouxe, amigos que fizemos em circunstancias felizes e mantivemos. Vem isto a propósito da minha ocupação actual: passar de velhas cassetes de filmes que fiz há muitos anos, (viagens, férias, natais, aniversários de filhos e netos, casamentos de familiares e amigos) para DVD, onde esses momentos felizes (porque ninguém pensa em filmar ocasiões menos afortunadas) ficarão melhor preservados. E nesses filmes, além de me divertir com os netos, quando eram ...

"AS ACADÉMICAS"

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Dia 19 entrámos de férias da Páscoa. Despedimo-nos de professores e colegas, com um pouco de saudade daquelas aulas, mais" conversas em família “ do que aulas. Sentimento que os nossos colegas do secundário decerto não partilham. Mas nós temos as aulas porque queremos e as que queremos ,e a maturidade suficiente para compreender como elas enriquecem a nossa mente, dão qualquer coisa de diferente aos nossos dias. O encanto das aulas, está nos Professores, que além de serem excelentes nas matérias que ensinam (não posso deixar de sorrir ao pensar no que diria a Paula, cujas aulas têm o nome de “Viagens pelas palavras”mas que são aulas fabulosas de etimologia de sintaxe e filologia., ao ler o português deste blogue ) são PESSOAS com P grande. Mas está igualmente no convívio entre alunas e mestres,porque nesse convívio impera a cortesia Ninguém está ali para provar que é melhor,que sabe mais, para impor as suas opiniões. Damos as nossas, escutamos as dos outros discutimos até...

NO COMmENTS

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Assunto a ) Um bebé de 19 meses, caiu duma janela ou varanda, dum quinto andar. Não morreu ainda mas está em estado de coma. Um pai deixou o filho, outro bebé, dentro dum carro.Esqueceu-se dele, e o bebé morreu. Outros pais, enquanto tratavam de alguns afazeres dentro de casa, deixaram os filhos, um com nove anos, outro com quatro, dentro dum carro, junto duma ravina. O carro destravou-se ou um dos miúdos destravou-o e lá foram os dois, ravina abaixo. Estão muito mal no hospital. Um adulto brincava com cinco crianças á beira-mar, veio uma onda, ele salvou duas mas a outra desapareceu. Andam à procura do corpo. Um bebé de dois anos, morreu numa piscina num, A.T.L . Assunto b) Numa reunião de Pais, uma questões discutidas foi o alargamento do periodo escolar. Havia mesmo quem sugerisse que esse periodo deveria ser de 12 horas Ora os pediatras, que devem ser tão sábios com os pais que querem os filhos na escola o mais tempo possível, afirmam que as crianças devem dormir, no...

TU ! TU ! TU !

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Tenho prestado especial atenção a uma palavra que sobressai nas conversas entre casais, geralmente de meia idade e na terceira fase do casamento. Essas “escutas” da minha parte, decorrem no comboio, quando regresso de Lisboa, ao fim da tarde, que é uma excelente altura para ouvir os companheiros de viagem. As pessoas já viveram o seu dia, estão mais ao menos felizes por regressarem aos penates, mas cansadas ou aborrecidas É então que a palavra TU, acusatória, agressiva, entra nas conversas dos casais, dos namorados e até de amigas. Algumas pessoas casadas há muitos anos, já viveram todos os sonhos, desilusões, alegrias, inquirições, desesperos que tinham que viver.E têm muito cuidado na maneira com usam o TU, essa forma de depreciação, que é o primeiro sinal de falta de respeito entre duas pessoas. Sobreviventes dessa longa permanência a que chamamos Bodas de Ouro, têm o bom senso de arrumarem agravos e desilusões em gavetas sem chave e relembrarem tudo quanto tiveram de bom,...

MENSAGEM A CINCO BLOGUISTAS

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A conversa de hoje, tem uma finalidade: tentar explicar aos meus cinco desconhecidos e amigos colegas bloguistas, os intervalos bastante grandes com que tenho vindo a escrevinhar no blogue. É certo que nunca faltei aos e-mails comentando os blogues deles, mas concordo que a nossa habitual correspondência estava diferente. Quando comecei a escrever este blogue, fi-lo porque a minha nora, Marjan me incitou a fazê-lo, pensando que era bom para mim alargar os meus horizontes. Não só me incitou a escrever, como usou os seus amigos do mundo dos blogues para me estimularem com os seus comentários benévolos. Os filhos, os netos, apoiaram-me sempre e…tomei-lhe o gosto. Já sem a timidez das principiantes, comecei a escriturar sobre mim (função gratíssima a toda a gente) sobre a família, sobre os amigos, sobre todos, o que ainda hoje, acho demasiada presunção da minha parte. Não consigo desistir de fazer viagens pela minha mente e de observar os meus companheiros desta viagem pela vida...

DIA DOS NAMORADOS

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O assunto predominante da tertúlia das onze, foi o Dia doa Namorados. A tertúlia por vezes alarga-se a todas as mesas. O cafézinho é pequeno e familiar e à força de irmos lá diariamente toda a gente se conhece e muitas vezes a conversa generaliza-se a todas as mesas, 10 ao todo. Há troca de impressões e quando o assunto tem um interesse geral ninguém se importa de dar e ouvir opiniões dos vizinhos. Hoje, Dia dos Namorados a conversa girou em torno dos namorados e principalmente do NAMORO. E não faltaram os suspiros e a frase mágica: ”No Nosso Tempo”! No grupo, da mesma faixa etária, (65/ 80) anos, relembraram-se os respectivos namoros e as peripécias que por vezes os transformavam em anedotas. Namorar, para todos os que ali estavam, significava o caminho do casamento, porque o casamento era o destino certo, normal e desejável para maior parte dos homens e mulheres. Os rapazes tinham direito a viver a sua vidinha com mais ou menos aventuras, mas chegava a certa altura era preciso const...