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MENSAGEM A CINCO BLOGUISTAS

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A conversa de hoje, tem uma finalidade: tentar explicar aos meus cinco desconhecidos e amigos colegas bloguistas, os intervalos bastante grandes com que tenho vindo a escrevinhar no blogue. É certo que nunca faltei aos e-mails comentando os blogues deles, mas concordo que a nossa habitual correspondência estava diferente. Quando comecei a escrever este blogue, fi-lo porque a minha nora, Marjan me incitou a fazê-lo, pensando que era bom para mim alargar os meus horizontes. Não só me incitou a escrever, como usou os seus amigos do mundo dos blogues para me estimularem com os seus comentários benévolos. Os filhos, os netos, apoiaram-me sempre e…tomei-lhe o gosto. Já sem a timidez das principiantes, comecei a escriturar sobre mim (função gratíssima a toda a gente) sobre a família, sobre os amigos, sobre todos, o que ainda hoje, acho demasiada presunção da minha parte. Não consigo desistir de fazer viagens pela minha mente e de observar os meus companheiros desta viagem pela vida...

DIA DOS NAMORADOS

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O assunto predominante da tertúlia das onze, foi o Dia doa Namorados. A tertúlia por vezes alarga-se a todas as mesas. O cafézinho é pequeno e familiar e à força de irmos lá diariamente toda a gente se conhece e muitas vezes a conversa generaliza-se a todas as mesas, 10 ao todo. Há troca de impressões e quando o assunto tem um interesse geral ninguém se importa de dar e ouvir opiniões dos vizinhos. Hoje, Dia dos Namorados a conversa girou em torno dos namorados e principalmente do NAMORO. E não faltaram os suspiros e a frase mágica: ”No Nosso Tempo”! No grupo, da mesma faixa etária, (65/ 80) anos, relembraram-se os respectivos namoros e as peripécias que por vezes os transformavam em anedotas. Namorar, para todos os que ali estavam, significava o caminho do casamento, porque o casamento era o destino certo, normal e desejável para maior parte dos homens e mulheres. Os rapazes tinham direito a viver a sua vidinha com mais ou menos aventuras, mas chegava a certa altura era preciso const...

NATAL 2008

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Passou o Natal, a minha festa predilecta, dias em que ando com o coração de criança feliz, passou a ultima noite do ano, noite aplicada a lembrar o Passado, a contabilizar o Presente, a pensar no Futuro, passaram os Reis, a nossa festa de família, e nada escrevi no blogue acerca desses acontecimentos. Não que a quadra natalícia não fosse agradável, com a consoada reunindo filhos e netos e o Benjamin figurando como o nosso Menino Jesus. O Almoço de Natal com as veneráveis primas e familiares, deixa sempre boas recordações. O espectáculo que a Ana e eu oferecemos à família, uma série de Slides revivendo tempos e natais antigos, teve um certo sucesso. O almoço do fim do ano, com o Manel e com a Odete, velhos amigos, quase irmãos, tradição que mantemos há muitos anos, decorreu bem porque é sempre bom recordar momentos duma amizade perfeita. Além disso, como somos velhos e sabidos,aprendemos que há um tempo para tudo: há tempo para conversar e recordar enquanto apreciamos o...

1º DOMINGO DO ADVENTO 2008

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Os preparativos para o meu “1.º Domingo do Advento” 2008, foram interrompidos pela chegada duma vizinha que vinha pedir um raminho de salsa . Estou a brincar; a senhora vinha apenas conversar. Encontrou-me envolvida em bolas coloridas fios prateados, com a árvore tombada no chão e papéis de seda e caixas por toda a parte. Todo este desarranjo poderia ser mais ordenado, se à medida que retirasse os adornos natalícios das caixas fosse dobrando os papeis e não espalhasse bolas, fios e luzes à minha volta Mas esta alegre confusão faz parte do prazer com que começo o meu Natal. Voltando à vizinha, que geralmente vem carpir mágoas imaginárias e complicações com que preenche a vida, foi logo dizendo: Que horror! Como você tem paciência para tanto trabalho! Eu faço uma arvorezita uma semana antes e chega. Mas para mim não me chega. Preciso da árvore (bem mais pequena do que antigamente) do nosso Presépio com grandes figuras artesanais, do meu pequeno presépio de delicadas figu...

DIA DE ANIVERSÁRIO

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UMA VIDA UMA FAMÍLIA Tenho 75 anos e cinco dias. E nestes cinco dias, tenho reflectido no significado desses anos, como os usei,se aumentei ou não o capital que me legaram. Porque somos nós, auxiliados pelos genes que herdamos, pela educação que nos deram, pelos exemplos aprendidos, pela instrução que adquirimos, que construímos a nossa vida. Não somos dependentes dum temperamento originado na infância e na adolescência. Com sorte, bom senso e humildade, conseguiremos gerir essa criatura estranha que há em nós, e determinar a direcção e qualidade da nossa existência. Por vezes isso acontece naturalmente, devido às qualidades natas da pessoa. Com menos sorte, essa transformação é ocasionada por um acontecimento, quase sempre penoso, ou nunca acontece. De que modo partilhei a minha vida com as outras pessoas? O que fui eu, par...

FANATISMOS EXTREMISMOS E OUTROS ISMOS

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Voltei às aulas da "Academia de Cultura de Paço de Arcos", que tinha abandonado o ano passado devido ao local ser de difícil acesso para mim. Este ano a Academia funciona num sitio mais acessível e prontamente regressei ao convívio das Académicas/os e à minha aula favorita: História de Arte. Tenho mais duas aulas do meu agrado: Viagem Em Torno Das Palavras e Conversas Sobre… Uma ocorrência durante essa ultima aula é o que me leva a estas reflexões. CONVERSAS SOBRE... versa sobre assuntos da actualidade, de interesse geral, onde somos convidadas a expor o que pensamos sobre o assunto, trocar opiniões, tendo o professor como moderador. É de facto um assunto interessante… mas perigoso. Pressupunha-se que as assistentes, mulheres adultas, medianamente cultas, todas para cima dos 50 anos, o que, no mínimo, devia gerar bom senso, fossemos igualmente educadas. Mas não há educação que resista ao fanatismo. Quando ouvimos esta palavras, pensamos imediatamente em ter...

OS MEUS FIEIS DEFUNTOS 3

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Este ano pensei em pedir aos meus netos para falarem dos seus fiéis defuntos. São jovens e por isso não têm muitos para recordar. Os três mais velhos lembram-se ainda das bisavós Quim eLina,meus sogros,da bisavó Lucinda, avó do pai, da Bisa-Lisette minha mãe. Recordam igualmente a tia-avó Mikey.Os dois mais novos têm para lembrar o avô Herman Hols,os meus sogros, a minha mãe. Foram pessoas que contribuíram para o seu aparecimento neste “mundo cão”,mas onde cada um deles se diverte bastante. Mas os nossos jovens não são habituados a recordar os seus mortos,culpa mea, que nunca incitei os meus filhos a fazê-lo, a não ser duma forma convencional Se não deixarem alguma profunda recordação, só muito tarde pensamos nas personagens reais dos que agora estão mortos. Apesar de terem contribuído, mal ou bem, para sermos tudo aquilo que somos, não temos por eles interesse, deferência e muitas vezes nem sequer afeição. Mas não pedi. Iria embaraçá-los, exigir deles uma coisa para a q...