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P.C, Portáteis, Internet & Companhia

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De quando em quando, a Ana e eu tentamos convencer a Venerável Quarta Prima a usar o computador. Tem um endereço electrónico, tem computador, tem tempo (embora ela diga que não) e pelos vistos, uma animosidade por tudo quanto diga respeito a novas tecnologias de informação, com excepção do telemóvel do qual usa e abusa. Mas não perco a esperança de vê-la fã entusiasta do P.C. T enho observado muitas pessoas q ue dizem:- “não t enho tempo para essas coisas ” “ tenho assuntos mais interessantes para me ocupar ” “ Gasto o meu tempo com boas leituras ”, como se as l erdas mortais que usam o computador gostosamente fossem dignas da mais profunda compaixão e o seu intelecto considerado muito abaixo de cão, repentinamente converterem-se em entusiastas viajantes da Grande Net. Essas e esses convertidos, usam o Portátil, que ostentam como as nossos bisavós usavam o leque e a bengala, para enviarem Diapositivos com imagens e frases mais ou menos interessantes, para toda a gente, m...

O BLOGUE

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Por vezes, penso comigo, “Porque tenho um blog”? Ao princípio foi curiosidade e um desafio. A minha nora insistia que eu seria capaz, eu afirmava não saber o que escrever, mas avancei. A partir do momento em que as minhas relações com o Azimov (o meu P.C) se estreitavam, que me sentia mais à-vontade com o teclado e com os programas, que passava de uns para os outros com imensa satisfação e alguma facilidade, comecei também, a acreditar mais em mim. Até aos 18 anos, vivi sob a tutela duma mãe autoritária que decidia toda a minha vida, desde o que vestiria; o que iria fazer dessa vida; o que estudaria e o que não mereceria a pena saber. Era uma mulher muito enérgica, parecia saber fazer tudo, e eu, era exactamente o oposto: sossegada diriam uns, indolente e apática chamariam outros, Eu fico-me pelo acomodada Preferia obedecer a enfrentar lutas das quais sairia sempre a perder. A partir dos dezoito anos, passei a viver com um marido tão enérgico e dominador como a minha mãe, d...

A PÁSCOA

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A CASA DAS PRIMAS SANTA CRUZ O MERCADO Passou o Natal, o Ano Novo, o Carnaval, a Páscoa e eis-me pronta para festejar os nossos Santos folgazões e brejeiros. S. Pedro, de todos o mais sisudo, deve achar-se um pouco constrangido no meio dum Santo António ,Padroeiro dos Namorados e dum S. João que não se apresenta muito decente envolto na sua pele de carneiro. Quando eu era jovem e os arraiais eram arraiais e não caça euros, bem gostava de OS festejar. Agora limito-me a ter saudades e a ver as marchas na televisão. Mas voltando à Páscoa, como de costume reunimo-nos em Santa Cruz. para cumprirmos a s...

O ALBUM / 2 COMO SERIA SE...

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Há grand e movimento na minha casa.Painéis de cartolina espalham-se pelo sofá, pelas mesas, até em cima da cama, à espera de serem penduradas, o meu secador de cabelo funciona, tentando descolar a fita-cola que o meu sócio se lembrou de usar na colagem das fotografias. São montes delas, agrupadas por épocas, que descansam no chão, esperando a sua vez de serem colocadas definitivamente (espero eu) na sua morada derradeira. Passo por elas a todo o momento e recordo que representam: momentos da nossa vida de solteiros, de jovem casal, dos filhos, dos netos, dos amigos, dos muitos lugares que visitámos, de momentos da nossa vida, muito felizes e muito maus. Recordam-me os nossos mortos, pessoas que amamos ou de quem mal guardamos recordações ,mas que fizeram parte das famílias a que pertencemos. Nas minhas reflexões, questiono-me: e, se naquele longínquo Domingo Gordo de 1950 eu não tivesse ido com os meus tios e primas ao Carnaval de Torres Vedras, não ao Carnaval de hoje, mas a um bail...

O ALBUM / 2 COMO SERIA SE...

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Há grand e movimento na minha casa.Painéis de cartolina espalham-se pelo sofá, pelas mesas, até em cima da cama, à espera de serem penduradas, o meu secador de cabelo funciona, tentando descolar a fita-cola que o meu sócio se lembrou de usar na colagem das fotografias. São montes delas, agrupadas por épocas, que descansam no chão, esperando a sua vez de serem colocadas definitivamente (espero eu) na sua morada derradeira. Passo por elas a todo o momento e recordo que representam: momentos da nossa vida de solteiros, de jovem casal, dos filhos, dos netos, dos amigos, dos muitos lugares que visitámos, de momentos da nossa vida, muito felizes e muito maus. Recordam-me os nossos mortos, pessoas que amamos ou de quem mal guardamos recordações ,mas que fizeram parte das famílias a que pertencemos. Nas minhas reflexões, questiono-me: e, se naquele longínquo Domingo Gordo de 1950 eu não tivesse ido com os meus tios e primas ao Carnaval de Torres Vedras, não ao Carnaval de hoje, mas a um bail...

O ALBUM / 2 COMO SERIA SE...

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Há grand e movimento na minha casa.Painéis de cartolina espalham-se pelo sofá, pelas mesas, até em cima da cama, à espera de serem penduradas; é o meu secador de cabelo a funcionar, tentando descolar a fita-cola que o meu sócio se lembrou de usar na colagem das fotografias. São montes delas, agrupadas por épocas, que descansam no chão, esperando a sua vez de serem colocadas definitivamente (espero eu) na sua morada derradeira. Como passo por elas a todo o momento, recordo-me do que representam: momentos da nossa vida de solteiros, de jovem casal, dos filhos, dos netos, dos amigos, dos muitos lugares que visitámos, de momentos da nossa vida, muito felizes e muito maus. Recordam-me os nossos mortos, pessoas que amamos ou de quem mal guardamos recordações ,mas que fizeram parte das famílias a que pertencemos. Nas minhas reflexões, questiono-me: e, se naquele longínquo Domingo Gordo de 1950 eu não tivesse ido com os meus tios e primas ao Carnaval de Torres Vedras, não ao Carnaval de hoje, ...

O ALBUM

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O meu sócio, na firma Reis & Ferreira, começou no princípio do an0 a “ Desmantela” o Album de Familia, ao qual eu chamo “elefante branco”. Era um monstro medieval, com 35 cm de comprimento e 30cm de altura (!)com capas de madeira polida e ferragens dignas dum baú da idade média; um objecto que ninguém podia consultar a não ser com a ajuda do Sr Reis, e só era razoavelmente visto ,quando transportado com grande esforço, para mesa da casa de jantar. Quanto aos retratos, estava perfeito. Poucas famílias terão um monumento daqueles, com retratos que vêm dos nossos avós. E embora os jovens e os menos jovens da família gostassem de ver os “antigos”, a maçada era tanta e as recomendações do autor-organizador da “galeria”,tão rigorosas, que mal se atreviam a sugerir uma olhadela e pelo contrário ,quando o avô sugeria que vissem este ou aquele bisavô, as respostas eram dadas na negativa, embora com toda a delicadeza que a situação exigia. Em face das dificuldades que uma visita ao elefa...