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SE EU TIVESSE 50 ANOS....

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OS DA CASA DOS " ENTA " OS NOSSOS JOVENS E ...OS MENOS JOVENS Carinho pelos mais velhos Tio Luís 94 anos. Ao entrar no meu novo Ano Privado continuo a reler os blogues de 2006.No ano passado, fiz a pergunta : Se eu tivesse 30 anos… Um ano depois,escrevo: Se tivesse 50 anos e soubesse o que sei hoje, que modificações teria feito na minha VIDA, em que mudaria o meu comportamento? A minha atenção especial, estaria centrada no muito cuidado a ter com os exemplos a dar aos jovens, em alertar aqueles que estão agora na casa dos “ enta ” para repensarem as atitudes para com os mais velhos. Os mais jovens são como o mata-borrão, que seca a tinta e deixando ficar as palavras legiveis. Parece que os exemplos que lhes damos o...

OS MEU S FIÉIS DEFUNTOS II

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Tenho defuntos dos quais nem me lembro;tenho defuntos a quem recordo quase todos os dias.Mas neste dia que lhes é especialmente dedicado,recordo com um pensamento muito especial,alguns deles. Este ano,vieram-me à memória quatro mulheres que tiveram um lugar muito especial na minha vida. A primeira,porque me deu a vida,embora a minha vinda ao mundo ocorresse numa tentativa de melhorar os seus padecimentos e não por qualquer desejo intenso e amoroso de gerar um filho,é a minha mãe. Nunca tivemos qualquer relação de camaradagem, confiança, ou ternura.Não me lembro de ter corrido para o colo dela,ou de me aconchegar na sua cama numa manhã de domingo.A nossa estima mutua era a convencional estima que uma mãe deve ter pela filha e uma filha deve ter pela mãe. Mas reconheço que conseguiu transmitir-me valores morais e regras de conduta, que ainda hoje comandam muitos dos meus actos.Estou convencida que sempre quis o melhor para mim.Mas era o” melhor”, do seu ponto de vista.Muitas vez...

UM ALMOÇO DE FAMILIA

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FOTO DA FAMILIA EM 27 DE OUTUB RO DE 2007 Há um ano,escrevi que o meu ano privado começava em Outubro e nada tinha a ver com o ano civil, religioso ou outro qualquer.Era meu, especialmente meu.Na altura, enumerei vários motivos:os tons, quentes, luminosos, mas não excessivamente quentes ou luminosos.Começam as tardes de inverno que, para mim que sou sedentária, são muito atractivas . Aproxima-se o dia de todos Santos, e nele eu glorifico não só os santos dos altares, mas toda aquela imensa galeria de seres simples,desconhecidos, cujas obras são feitas silenciosamente,mas que foram e são,pessoas verdadeiramente boas e santas.Logo a seguir,honramos os nossos mortos e embora o desaparecimento de alguns deles, pouco me tenha afectado e os tenha esquecido no tempo que passou,outros,neste dia,cercam o meu espírito como uma coroa de glória:todos aqueles que eu amei verdadeiramente e que provaram, com mil p...

UMA QUESTÃO DE TEMPO

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A “Gazeta dos Garraus” tem-me impedido de escrever no meu blog.O meu tempo tem estado quase inteiramente dedicado a ela. A Gazeta e os “filmes”.Porque agora tenho um novo brinquedo:o Windows Movie Maker, programa que permite fazer pequenos filmes de vídeo,usando as fotografias que todos nós fazemos para recordar mais tarde os nossos filhos, pequenos e grandes, os nossos netos ,bebés que agora já são adolescentes ou mesmo adultos, acontecimentos que preencheram as nossas vidas.Com o o meu novo brinquedo,podemos mesmo tentar fazer um filme de ficção, com os nossos adolescentes a serem argumentistas,actores, montadores e com a toda a família a colaborar. Mas os meus voos,não chegam em tão alto…por enquanto!Limito-me a fazer diaporamas, organizando fotografias de vários eventos,juntando-lhe som e legendas relativas aos mesmos, que toda a família e amigos vêm confortavelmente instalados em frente de T.V. Com todas as insuficiências que ainda tenho,a minha actividade” cinéfila”, está...

LAÇOS DE FAMÍLIA

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OS DEZ ANOS DA RITA E O NOSSO DECANO COM 94 ANOS MONTEMOR-O-VELHO E A MARTA Em Julho,parte da Família, deslocou-se a Montemor -o -Velho,para assistir à peça “Oito Exercícios "Para Mãe E Filha”, da autoria e representada pela minha neta mais velha , Marta. Ao primeiro dia, digamos à estreia, assistiu grande parte da Família entre os quais o pai,primas, maridos das primas, amigos e nós , seus avós .No dia seguinte, compareceu a outra metade :a mãe. irmãos, cunhado, o marido, o tio, primos, enfim todos com o principal propósito de a acompanhá-la,aplaudi-la,acarinhá-la. Toda esta gente se deslocou a Montemor,não apenas para ver a peça, que até vai ser representada em Novembro, em Lisboa,mas principalmente para lhe demonstrar quanto a amamos,como queríamos estar ao seu lado num momento tão importante da sua vida. Talvez um pouco antiquadas,a Ana e eu até encomendamos um r...

OS BONS E OS MAUS DAS FITAS

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Almocei em Lisboa, no meu sossegado restaurante vegetariano, que nesse dia nada tinha de sossegado. Um ruidoso grupo de cinco pessoas impunham as suas opiniões, ruidosamente, a um sexto conviva, que não tinha tempo de manifestar as suas e muito menos contestar as dos outros. Se normalmente sou curiosa sobre as conversas de terceiros, aquele grupo fascinou-me. Os cinco pareciam muito preocupados com as desgraças dos povos oprimidos, dividindo com desembaraço, a humanidade em BONS e MAUS. Como nem sequer eram muito jovens, admirei-me que não compreendessem como essa atitude era insensata. Podemos dividir os Homens em BONS e MAUS, mas não podemos aplicar tal divisão a a uma Nação. Um povo, uma raça, uma religião, não pode ser inteiramente boa ou inteiramente má; ou então, estamos ardilosamente a chamar bons àqueles de quem gostamos e malvados aos outros, que não nos agradam: os Bons e os Maus das fitas de cowboys ou policias e ladrões, que víamos na nossa meninice. Aqueles a quem chama...

AS FÉRIAS

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SANTA CRUZ AGOSTO DE 2006 Novamente, parte das minhas férias foram passadas junto da família, em Stª Cruz. Santa Cruz é o local onde decorrem grande parte das nossas reuniões familiares. De facto, excepto o Natal e os aniversários, quando nos dividimos por tribos mais chegadas, é lá que festejamos a Páscoa, o Dia de Todos os Santos, os Santos Populares, ou simplesmente passamos um fim de semana para estarmos juntos. È certo que, actualmente, isso já não é uma praxe tão habitual como antigamente. Temos filhos, netos, estamos velhos e egoístas demais para sacrificarmos tudo em favor da tradição. Também já não temos tanta paciência para nos aturarmos uns aos outros, com as nossas pequenas implicâncias, a maneira como cada um tem de ver a vida e que julga ser a melhor. Mas acredito que isso em nada afecta a nossa amizade, e quando nos juntamos, é com verdadeiro prazer que o fazemos, aceitando os outros tal qual são. Aqui...