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O ESTADO DA FAMILIA

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Neste tempo, em que casar e descasar é mais fácil do que arranjar um empréstimo bancário, lembrei-me duma sentença popular, que talvez explique o saldo de separações entre duas pessoas que, quase sempre com Pompa e Circunstância, juraram pertencer um ao outro para sempre. È muito oportuno meditarmos neste velho ditado popular, diferente em cada região, mas com o profundo significado Pais temos os que podemos Filhos os que merecemos Maridos os que escolhemos Pais, de facto, temos os que podemos.Não os pedimos, não os escolhemos, devemos a aceita-los tal como são. Se benéficos, demos graças; se aceitáveis, lembremo-nos que ninguém é perfeito; se francamente maus, tentemos nós ser melhores, seguir o nosso rumo com o pouco ou nada que eles nos deram. Mas serão sempre nossos pais, quer gostemos deles ou não . Filhos, temos os que merecemos. E devemos admitir essa verdade, que pode...

SORTUDA

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Sou uma mulher de sorte. O marido da minha amiga X, grato pelo apoio que por vezes dou à mulher, de vez em quando tem gentilezas que lhe agradeço sinceramente. Porque sabendo do meu entusiasmo pela informática, essas gentilezas traduzem-se sempre em algo relacionado com ela: pequenos livros sobre vários temas. Desta vez, ofereceu-me um, que aparentemente, não era para os meus conhecimentos “Edição de Vídeo” Aproveitei o Sampa visitar o Azimov ( não se esqueçam que Azimov é o meu computador ) para verificar como estava de vírus e de actualizações e arranjar aquilo que eu desarranjo, com esta minha mania de experimentar tudo e mostrei-lhe o livrinho…Milagre dos milagres! Segundo ele, ali estava o programa que eu há muito buscava, para pôr as minhas fotografias num CD e vê-las confortavelmente na televisão. Eu já o fazia, mas “ tudo ao molhe e fé em Deus ”. Não conseguía colocá-las em sequência, muito menos pôr legendas e nem pensar em música. O programa já estava no computador....

PAUSA PARA UM ALMOÇO

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A VELHICE É COMO UMA CONTA BANCÁRIA;SÓ PODEMOS TIRAR O QUE DEPOSITAMOS De um anónimo muito sábio Recebi ontem um telefonema da minha amiga X convidando-me para almoçar com ela em Lisboa. Fomos almoçar ao nosso habituaL restaurante vegetariano, no Chiado. E “ como pelo andar da carruagem, se vê quem vai lá dentro ” deduzi que iríamos ter a nossa habitual conversa de queixumes familiares. Não me enganei. Desta vez. tendo ficado a pensar na minha alegre reunião familiar, pela Páscoa, decidira fazer uma surpresa às netas, convidando-as para almoçarem com ela na Baixa; depois iriam ao cinema ver um filme que ela desejava há muito ver e assim passariam uma tarde muito feliz. As netas tinham inventado uma desculpa tola e tinham recusado o convite sem qualquer consideração pelas boas intenções dela. E até já comprara os bilhetes para o cinema! Não achava eu, ter sido uma desfeita da parte delas e até uma prova da má educação que os pais lhe davam? Não, eu não achava. O que me parecia era te...

A MARIA E EU

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As duas fotografias representam duas raparigas de quinze anos. Duas raparigas com sonhos, expectativas, receios, desejos, talvez muito semelhantes. A diferença é que entre ambas decorrem 57 anos. Ao procurar fotografias minhas para um trabalho, deparei com estas dos meus 15 anos e isso recordou-me que , a mais nova das minhas netas, Maria, tem exactamente essa idade. Procurei fotografias dela e acabei perguntando a mim própria se a diferença seria assim tão grande entre nós.Sobre certos aspectos é enorme. A Maria nasceu e foi criada numa grande cidade, capital do país, enquanto eu, muito cedo fui viver para uma pequena e super conservadora cidade da província, com regras bem estabelecidas quanto ao lugar da família na sociedade e ao papel dos vários membros que a compunham. Os pais da Maria são abertos, deixam-na viver a sua vida, com um mínimo de restrições. Os meus, adaptaram-se depressa aos usos e costumes, com os quais concordavam inteiramente. Ela, dentro dum limite, pode faz...

O PREÇO DAS COISAS

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SANTA CRUZ PÁSCOA DE 2007 OS COELHOS DA PÁSCOA : ALEGRIA DA NOSSAS CRIANÇAS FLORES : SATISFAÇÃO PARA OS NOSSOS OLHOS OS COELHINHOS CHEGARAM! ONDE ESTÃO OS OVOS DA PÁSCOA E OS PRESENTES? Existem pessoas que protestam por tudo e por nada. Além disso, culpam sempre alguém ou alguma coisa, pelas suas desilusões e contrariedades. E se não tiverem nada para as contrariar, vão sentir-se ainda mais infelizes. Estando eu a contar à minha amiga X (aquela que se sentia muito infeliz por os netos e os filhos já não precisarem dela) como tinha sido a minha Páscoa em Santa Cruz, junto da família, (Pri...

EM " DEFESA DAS DONAS DE CASA"

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Gosto de conviver com toda a gente; com gente da minha idade e com gente nova; gosto de ouvir as afirmações arrojadas das jovens mulheres; já gosto menos de ouvir o desdém, entre amigável e o de pena, com que falam das mulheres, cuja única profissão foi a de “donas de casa” Muitas delas pensam que a mulher que adoptou como profissão cuidar da casa, do marido, dos filhos, dos cães e dos gatos, dos passarinhos, não faz nada na vida, ou no mínimo, nada que valha mencionar; e que por não ter uma profissão, não tem qualquer estatuto. Mas o que é uma PROFISSÃO? Fui ao dicionário e li: actividade remunerada que se exerce regularmente e para a qual é preciso uma certa formação; emprego; trabalho. É na palavra remunerada que está toda a diferença. Porque a não ser aquelas privilegiadas que exercem uma profissão para a qual têm uma inclinação especial, a única diferença que existe entre a mulher que trabalha fora de casa e aquela que cuida do marido, da casa e dos filhos, é o salário. As minha...

VIAGEM A BARCELOS

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Barcelos para mim, também tem um A.C (antes do computado) e um D.C: antes de casar e depois de casar . Antes de casar é toda a minha infância e juventude; era hábito do grupo ao qual os meus pais pertenciam, partirmos em alegre caravana de automóveis, para saborear os bons petiscos minhotos, em que determinados restaurantes eram especialistas. Nesse grupo incluíam-se todos os membros da família,pois era impensável, cada um ir para seu lado. Como todos tinham filhos e filhas, havia sempre um enorme grupo de gente nova, e sendo todos conhecidos, convivíamos com toda a liberdade e alegria. Guardo pois, do meu tempo A.C, boas recordações de Barcelos, um dos locais onde íamos mais vezes. Depois de casar, sempre que vínhamos passar férias ao norte, não faltávamos a nenhuma feira semanal, que se realiza às quintas-feiras e que era uma grandiosa amostra de tudo quanto poderia ser usado : barros típicos da região, linhos, legumes, fruta, enchidos, pão. ferramentas agrícolas (incluindo carro...