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O Calor e a Luz desta 3ª vela foi diferente; O João e a Marjan (cujo blog afotografia tem fotografias lindas), vieram cá almoçar e isso foi muito agradável. O almoço foi bom e depressa, porque todos tememos ouvir as terríveis predições que o nosso Velho do Restelo, augura para o futuro. E quanto aos seus próprios padecimentos, estão em nº 1 na escala da dor. Se acreditássemos em 20% dos seus achaques e no próximo Armagedão que se aproxima. toda a família já estava sofrendo de enorme depressão. Felizmente somos quase todos optimistas prudentes. Quanto ao doloroso dia a dia do nosso patriarca, aconselhamos médicos e medicamentos; sobre as calamidades provocadas pelo homem ,que já estão a dar os seus frutos, vamos apreciando o que neste momento temos de bom. Além disso é tempo de Natal, tempo em que perto dum mês quase toda a gente vive em alegre euforia. Mas A Marjan que é observadora e minha amiga, habilmente resolveu dar-me um intervalo de Paz, combinando logo ali que viria buscar...

O REGRESSO DOS AUSENTES

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OLEIROS CASA DO JOÃO E DA MARJAN Os meus ausentes, começaram a regressarno domingo; de manhã, minha nora vinda da Holanda e à noite,o marido regressou da América. Dia vinte chega a Sara acompanhada pela mãe, que foi passar uns dias com ela, e dia 22, a Marta e o Reuben. Quer isto dizer que tudo se está preparando para passarmos mais uma consoada em família. Infelizmente, faltará o André, que está a trabalhar na Suiça. Mas consola-me saber que finalmente está a fazer o que gosta. Está viver agora, o que o avô viveu aos dezoito e o tio aos 23:a conquistar, com todas as dificuldades que isso implica para os jovens, a independência. Tudo tem um preço na vida e os anos que ele perdeu (ou ganhou, se aprendeu uma lição) tardando a assumir responsabilidades, agora significam para ele, uma dura experiência. Mas é jovem, saudável e optimista e apesar da saudade e a tristeza de não o termos connosco no Natal, é bom que ele esteja a trabalhar e no que gosta de fazer. Como de costume ,o noss...

A SEGUNDA VELA

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ESTE PRESÉPIO TEM 72 ANOS.FOI-ME OFERECIDO NO MEU 1º NATAL P assou o 2º Domingo do Advento e desta vez foi o meu marido quem acendeu a vela; muito rabugento, muito cheio de doenças imaginárias, mas lá acendeu, e até sem eu dizer nada. Anos atrás, se me dissessem que o dinâmico “self made men” que era o chefe Reis, sempre pronto a agir e a dar sentenças, se transformava num homem queixoso de mil doenças, eu diria que quem o afirmava não o conhecia. Dar sentenças, ainda dá, mas neste momento, o seu tema favorito é a sua débil saúde e o seu desgaste físico. Não me inquieto muito. Esquecido das doenças, mexe-se muito bem para os seus 80 anos. Mas estou aqui para falar da 2ª Vela, assunto muito mais atraente. A semana entre o primeiro e segundo domingo, foi uma semana muito activa para mim e para a minha prima Ana. Usámos o Messenger incessantemente, e como conversamos, trocávamos ideias sobre a surpresa que faremos à Família após o Almoço do dia de Natal. Já fizemos grandes rep...

A PRIMEIRA VELA TEMPO DE ADVENTO

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Nos últimos dois anos, o meu primeiro domingo do Advento, tem sido bastante alterado. Em2005,estava no Hospital, e acabava de sofrer uma intervenção cirúrgica muito grave. Mesmo assim o meu marido fez uma pequena arvore, pôs as velas que representam a luz que todos desejamos e o calor da amizade, rodeei-as de verdura, que representa a esperança e à falta do mais jovem membro da família, acendi eu,a 1ªPrimeira Vela. Este ano a minha saúde é tão boa quanto possível, a minha disposição é de espírito natalício, mas 50% da minha comunidade familiar, está ausente: o meu filho, em serviço da firma, na América, a minha nora na Holanda em visita à família, a Marta com o Marido estão na Holanda, a Sara a trabalhar na Irlanda, o André na Suiça. Mas não desisti dos Rituais que a avó Maria me legou. Saíram da gaveta as toalhas do Natal, dos armários a loiça tradicional, fiz a arvore, não a nossa grande arvore cheia de luz e cores, mas uma mais pequena toda luz e dourado, coloquei na porta de e...

O PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

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Para mim, o mês de Dezembro é o mês das minhas Auroras Boreais. Alguns dias antes, começo os preparativos para o Natal, e como continuo a viver esta época com a alegre inocência das crianças, cada momento tem o esplendor das ditas Auroras. Na verdade, tudo começa uns dias antes, do domingo, mais próximo do dia 30 de Novembro,este ano,o primeiro dia de Dezembro. Embora nos últimos dois anos eu não consiga reunir a família para o Almoço do Advento, continuo a realizá-lo com o mesmo ritual, só para mim e para o meu marido. Arranjo a coroa do Avento, com as quatro velas que simbolizam as quatro semanas que Ele dura,com a mesmo entusiasmo que o fazia quando os meus filhos, nora e netos vinham partilhar connosco o Almoço. Coloco na mesa a minha melhor toalha, a coroa do Advento no lugar de honra da casa, e acendo a Primeira Vela dizendo as mesmas palavras que a minha avó ensinava à neta mais nova, que tinha o privilégio de acender a vela, a dizer: Acendo esta vela, para que Calor da ...

OS NOSSOS FILHOS

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Os nossos filhos são o produto da informação genética que lhes transmitimos, da educação que lhes proporcionámos, da conduta moral, familiar e social. que lhes mostramos; com tudo isso, e mais o misterioso elo desconhecido que faz de cada um de nós um ser único, eles vão construir a própria personalidade. É certo que serão livres para agirem como desejarem e saberão destinguir o que é certo do que está errado. Mas, serão mesmo livres? Não pesará na sua maneira de proceder, tudo aquilo em que os envolvemos, que lhes primitimos, que lhes negámos, desde a infância, a adolescência e até na maturidade? Teremos sido verdadeiramente justos nas regras que impusemos, de modo a fazer-lhes compreender a diferença entre autoridade e autoritarismo? Teremos sido demasiado condescendentes, não primitindo que eles fossem responsáveis, seguros, bem preparados para exercerem o seu papel na vida? Tiramos os nossos cursos, mas quem nos ensina, enquanto jovens, a sermos pais? è sempre uma coisa tão inst...

A MINHA AVÓ MARIA

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A ALDEIA DAS CARREIRAS TORRES VEDRAS O ANO PRIVADO da minha avó Maria começava no dia de TODOS OS SANTOS com o almoço de familia. Em casa dos outros lavradores realizava-se a tradicional Matança do Porco;como os meus avós não suportavam tal costume,compravam o porco já morto,pronto a prepararem com ele os presuntos,os enchidos e o toucinho.A azáfama a alegria e a diversão, que tal ocasião sempre faculta, era a mesma e evitavam o barbaro espectáculo que ainda hoje se realiza em grande parte das nossas aldeias. Filhos,noras e netos, acomodados desde a véspera no Casal da Cerca,a minha avó não se enfadava com o trabalho ou com a alteração aos seus hábitos serenos; mas fazia questão que fossem em romagem ao cemitério onde repousavam os nossos parentes falecidos. Embora não fosse fanática praticante da Religião Católica,e jamais impondo aos filhos que partilhassem as suas ideias,havia práticas que ela seguia inflexivelmente e que exigia dos que estavam sua na ...