Mensagens

O MEU ENCONTRO COM A INFORMÁTICA

Imagem
S er-me sugerido um blogger pessoal, deixa perceber que não era inteiramente alheia à Informática. Pelo contrário, em três anos ela tinha-se transformado num entusiasmo crescente. Mas como cheguei até lá, tem algo de curioso. O AZI, (abreviatura de Azimov, que por sua vez já era uma diminuição de Isaac Azimov nome do meu computador) veio ter ás minhas mãos inesperadamente. Foi comprado para o meu marido (que gosta de escrever de noite) não incomodar os vizinhos. Porém quando travaram os primeiros contactos verificou-se total incompatibilidade entre ambos. Ao fim de quatro ou cinco tentativas para escrever uma página, adivinhava-se já séria inimizade entre o homem e a máquina O homem teimava em não guardar o que escrevia; a máquina fazia desaparecer tudo quanto não era guardado. E nós, que assistíamos ao duelo, concluímos que era impossível uma convivência pacífica e proveitosa entre ambos A última palavra pertenceu a quem falava.O meu marido, afastou furiosamente a cadeira e olhando...

COMO ESTOU NA VIDA

Imagem
C onsidero-me razoavelmente instalada no mundo a que meus pais me trouxeram Cheguei aos 73 anos, sem grandes preocupações materiais ou físicas e mentalmente bem. Gosto da minha família e dos meus amigos tal como eles são e espero que eles gostem de mim tal como eu sou. Aprendi que julgar os outros é perigoso, pois revelamos nesse julgamento muito de nós próprios. Além disso, se erro tantas vezes quando me analiso, como esperar estar certa quando analiso os meus semelhantes? Vivo cada novo dia como se fosse o último, porque no hospital onde fui operada ao coração e quase morri, pude meditar em como era fútil fazer projectos a longo prazo, definir metas, armazenar azedumes.

PAÇO DE ARCOS ANTIGO

Imagem
Estas imagens fazem parte do Centro Histórico de Paço de Arcos. Palácio dos Arcos. Uma ruela. Capela Velha. Rua Serpa Pinto Um beco tipico A antiga Pensão Moreira

ONDE VIVO

Imagem
Um das mais agradáveis e frescos recantos do Jardim Central.onde no terceiro domingo do mês de realiza a Feira das Velharias. Também no Jardim, na 1ª Semana de Setembro têm lugar as festas do Senhor Jesus dos Navegantes Parafraseando Camões, Paço de Arcos é a Ditosa Vila, minha amada. Aqui vivo há 33 anos, tendo a sorte de habitar num ponto muito especial: ainda dentro do centro histórico, que é rico em ruazinhas e arquitectura típica. existe tudo quanto alguém, principalmente um casal de idosos ( idosos, não velhos ) precisa para viver. Um Mercado, e um Super Mercado. Porque idosos ou não, precisamos de alimentar o corpo. Para alimentar o Espírito, os católicos teem uma igreja mesmo no centro da Vila e um templo de outra confissão. Como tanto para o corpo como para o Espírito é necessário o vil metal, modernamente protagonizado pelo cartão Multibanco, Bancos não faltam. Por vezes o corpo necessita cuidados físicos; para prestar esses cuidados temos um Posto Médico bem perto e...

QUEM SOU

Imagem
E aqui estou eu, mãe de dois filhos, avó de cinco netos, sete, porque considero como netos os dois que as mais velhas trouxeram para a família, a escrevinhar coisas que penso, para quem, não sei. Possivelmente para a família, aliás uma família bastante europeia: a minha nora e um dos netos recém chegados são holandeses, o outro é irlandês. Por enquanto.Como três deles ainda não arranjaram par,e com as tendências cosmopolitas que a nova geração demonstra, poderemos ser um exemplo de harmonia para a União Europeia.

PORQUE ESCREVO

Imagem
Quando me sugeriram criar um blogger para mim, perguntei para que me serviria: PARA ESCREVERES SOBRE TI PRÓPRIA responderam. Não tinha nada de interessante a dizer e não era muito do meu agrado expor os meus sentimentos. Além disso, as minhas habilitações literárias limitavam-se ao que no meu tempo se chamava a quarta classe e ao meu grande amor pelos livros. Mas nem sempre quando se lê, atentamos nas regras gramaticais. Ao primeiro óbice, o meu bom senso dizia-me ser grande pretensão da minha parte, pensar que todo o mundo correria a ler a prosa duma velha senhora. Quanto ao segundo, cogitei que, se escrevo mais com o coração (na velhice usando uma certa prudência no entusiasmo dos relatos) do que atendendo a pontos finais, parágrafos e virgulas, a minha escrita não é de todo ininteligível